Fechar

Geral

Educação em casa

Planejamento é a estratégia para lidar com estudos dos filhos

Publicado por Gilson Aguiar/CBN Maringá, 12:20 - 25 de March de 2020

Bloco de Imagem

Foto/Imagem Ilustrativa: Pixabay

Segundo a psicóloga clínica e educacional Juliana Araújo Alencar, não adianta sobrecarregar as crianças de atividades, elas vão ficar improdutivas e rejeitar os estudos. Juliana lembra que os pais não podem mediar o desempenho dos filhos com o seu.


Acompanhar as atividades e programar com tempo e com intervalos para descanso os estudos, afirma a psicóloga, é a maneira de não estressar a criança e os adultos dentro de casa. Leia um trecho da entrevista:


Gilson Aguiar: Como é que os pais podem acompanhar para os filhos continuarem “indo” para aula, mesmo em casa, estudando e não perder o ano letivo?


Juliana Alencar: É importante estabelecer uma rotina de estudos em casa, então essas aulas estão sendo disponibilizadas […], cada instituição está adotando um padrão. Então, se a família consegue se organizar, se ela vai ser por demanda ou se ela vai ser ao vivo, precisa organizar que aquele momento vai ser para o estudo. Então, conversar com a criança, que estamos num momento atípico, que agora todo mundo faz home office, inclusive ela. Incluí-la nessa rotina para que ela consiga desenvolver bem as tarefas e, nesse momento então, vai depender de qual é a faixa etária da criança, porque se são crianças da educação infantil, ou séries iniciais, elas vão precisar de um suporte maior do que aqueles que estão a partir do (ensino) fundamental II […]. É importante que a família organize o ambiente para que essa criança consiga ter acesso a essas aulas ou essas atividades e que ela tenha um ambiente tranquilo para que ela possa desenvolver.


GA: Nesse diálogo com os filhos, é interessante os pais também estarem do lado deles, seguindo os roteiros que a escola manda? Manter o contato com as escolas também on-line, as escolas precisam disponibilizar esse contato com os pais?


JA: Esse é um aspecto muito importante, porque a gente tem que considerar a diversidade das famílias. Tem pais que conseguem dar um suporte para as atividades das crianças sem grandes problemas; tem pais que não tem esse perfil. Então é muito importante respeitar isso também: o que eu consigo e o que eu não consigo fazer. […] Nós já estamos vivendo num momento de muita tensão […], então nesse momento eu preciso ter um contato maior com a escola […], inclusive para sinalizar para esses orientadores, esses professores, quais estão sendo minhas dificuldades enquanto pais em dar esse suporte. E, também, já tranquilizar os pais, porque isso é fundamental nesse momento, que se você não consegue, enquanto pai, sistematizar todas as tarefas, isso não é um problema. O fundamental é aproveitar esse momento em que estamos vivendo e, também, desenvolver competências como: paciência, empatia, reconhecimento da singularidade, reconhecimento das nossas próprias limitações para que nossos filhos entendam que as pessoas têm limites, desenvolvimento de habilidades sociais básicas. Então esse processo de convivência familiar é extremamente benéfico, apesar do contexto em que está acontecendo, para que essas relações familiares se fortaleçam e as crianças tenham a oportunidade de conhecer também os limites com os pais.


Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.



Quer receber nossas principais notícias pelo WhatsApp? Se sim, clique aqui e participe do nosso grupo. Lembrando que apenas administradores podem enviar mensagens.


Compartilhe

Seja o primeiro a comentar sobre isso

* Os comentários são de responsibilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos do uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

voltar ao topo