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Maringá

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Jovem daltônico de Maringá se emociona ao ver as cores pela 1ª vez

Publicado por Chrystian Iglecias, 15:00 - 03 de Julho de 2019

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Foto: Ilustrativa/HandTalk

Apreciar paisagens, saber distinguir as cores de um semáforo, e poder ter a chance de admirar um mundo tão belo e colorido são mesmo privilégios. No entanto, nem todos podem apreciar a beleza do planeta terra. E não, desta vez não me refiro aos deficientes visuais.


O jovem maringaense Lucas Jorge Vasconcelos, 21, viveu na última segunda-feira (1), aquele que certamente foi um dos melhores dias de sua vida. Ele possui o distúrbio do daltonismo, uma mutação genética hereditária sem cura que afeta a percepção das cores, principalmente as primárias (azul, vermelho e amarelo). Sabemos que a combinação das cores primárias é o que gera todas as outras colorações, o que torna o daltonismo ainda mais impactante.


Na retina dos nossos olhos, existem os chamados “cones”, que são responsáveis pela visão diurna e a percepção das cores. É justamente nos cones que está o problema do daltonismo. Em casos raros, os portadores desta anomalia podem enxergar apenas tons de branco, preto e cinza. Não é o caso de Lucas, que, além das cores primárias, possui dificuldades principalmente com a cor verde – no caso, ele enxerga como laranja.


Enxergava. Há dois dias, seu mundo se tornou bem mais colorido, com cores jamais vistas antes. Pela primeira vez em sua vida, por exemplo, ele pôde enxergar a grama do quintal de sua casa na cor verde. Tudo isso por conta de um presente que ganhou de seus familiares: um dos famosos óculos da EnChroma, capazes de restaurar a percepção de cores manipulando a proporção da luz a qual um daltônico é exposto.


A reação de Lucas Vasconcelos ao colocar os óculos é impagável (veja no vídeo abaixo). “É muito difícil descrever como foi ter o contato com as cores pela primeira vez. Até então eu não conseguia imaginar como elas são de fato”, disse o jovem em contato com o portal GMC Online na manhã desta quarta-feira (3).


“Com os óculos, tudo fica muito distante daquilo que eu via antes. Com muito mais brilho e contraste, cores muito mais definidas e vivas. A sensação foi um pouco de susto no primeiro momento, depois de muita surpresa”, completou.



Lucas contou que descobriu que era daltônico já aos 14 anos de idade e de uma matéria inusitada: em uma aula de biologia no colégio. O tema daquela aula era “mutações genéticas”, e na apostila havia um teste de daltonismo.



“Eu chamei a professora e comentei que não conseguia compreender o teste, ela se surpreendeu e após mais alguns testes foi constatado que eu sou daltônico. Eu fiquei muito confuso no começo, mas logo entendi como funcionava e aceitei fácil essa ‘limitação'.”


“Claro que veio muitas piadas e brincadeiras dos amigos e colegas, mas eu sempre levei na esportiva e até mesmo fazia piadas com isso. Nunca encarei como algo que me deixasse chateado, e decidi sempre entrar na brincadeira. Algumas piadas realmente eram muito boas sobre esse assunto. Depois que descobri em mim, vi que outras pessoas da minha família também são, cada um com um grau diferente.”



Lucas Jorge estuda jornalismo à distância e trabalha como analista de marketing da Cervejaria Cathedral. Ele cuida das redes sociais da empresa, além de escrever para o blog oficial. Segundo o jovem, os óculos estão ajudando bastante em seu trabalho.


“A diferença é gritante. Estou usando o óculos direto, no serviço ele ajuda muito, por trabalhar com artes digitais ele ajuda muito em acertar a cor do editor de fotos. As cores estão com muito mais brilho, está sendo tudo novo. Muitas cores novas que eu nem imaginava que existiam”, contou.


Para fechar o nosso bate-papo, Lucas afirmou que pretende “curtir demais” o “presentaço” que recebeu de sua família e seguir focando nos estudos e em seu atual emprego.


 

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