Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

19 de abril de 2024

Projeto quer reduzir remuneração dos vereadores, em Nova Esperança


Por Victor Ramalho Publicado 20/02/2020 às 16h19 Atualizado 23/02/2023 às 23h39
 Tempo de leitura estimado: 00:00

Um projeto de lei pretende reduzir o salário dos vereadores em Nova Esperança, a 40 quilômetros de Maringá. Atualmente com vencimentos na casa de R$ 4,3 mil livres, a ideia é limitar os pagamentos a, no máximo, 1 salário mínimo.

O autor da proposta é o vereador Maurício Gaona (DEM), que defende a medida desde a sua eleição, em 2016. Para ele, muito mais do que uma questão financeira, abaixar os gastos do legislativo é uma questão de moralização da política.

“Somos uma cidade pequena e de renda per capita baixa. A maioria dos moradores de Nova Esperança sobrevive com 1 salário mínimo, então seria justo o poder público se enquadrar a mesma realidade. Não é novidade para ninguém que algumas pessoas vejam na política uma forma de enriquecimento, os altos salários chamam a atenção. Dessa forma, poderíamos eliminar da política pessoas que só pensam no dinheiro, e deixar, de fato, quem entra em busca de melhorias para a cidade”, declarou. 

No momento, o projeto está na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Nova Esperança, composta por 3 integrantes. Além do autor da proposta, fazem parte da mesa os vereadores Laércio Salvaterra (PSD) e Carlos Roberto da Silva (Solidariedade).

Salvaterra, aliás, já se manifestou contrariamente à idéia, em discurso na sessão plenária da última segunda-feira, 17. Conforme o mandatário, é válida a discussão sobre os salários, mas o projeto em questão deveria ter sido proposto anteriormente.

“Como gestor, é claro que eu também me preocupo com as contas públicas. No entanto, não é legal colocar um projeto como esse em discussão no presente momento. É ano político. Estamos dispostos a conversar sobre salários, ou outras formas de conter gastos, mas se a intenção do vereador era essa, deveria ter apresentado o projeto logo no primeiro mês de mandato”, afirmou.

A comissão tem 30 dias para analisar e sugerir alterações no texto-base antes de emitir um parecer. Para que a medida seja colocada em votação, é necessária a assinatura de, pelo menos, dois dos três integrantes. Por lei, a Câmara deve votar a remuneração da próxima gestão em, no máximo, 60 dias antes do fim do mandato.

O vereador Carlos Roberto da Silva, terceiro integrante da Comissão de Finanças e Orçamento, ainda não se posicionou oficialmente sobre a proposta. Procurado pela nossa reportagem, ele disse que se manifestará sobre o caso em outra ocasião.

 

Quer receber nossas principais notícias pelo WhatsApp? Se sim, clique aqui, e encaminhe uma mensagem informando o seu nome.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação