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Caso bailarina

Maria Glória Poltronieri Borges era luz, dizem amigos

Publicado por Fábio Guillen, 15:40 - 27 de Janeiro de 2020

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Maria nasceu em Maringá e atuava profissionalmente com dança desde 2008 - Foto: Reprodução Instagram

A bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, chamada entre os amigos de Magó, era uma jovem meiga, inteligente, extremamente educada, zen e amorosa. Esses foram os principais adjetivos dados pelos amigos mais próximos e colegas de profissão da bailarina, que foi brutalmente assassinada no fim de semana em Mandaguari.



“Sempre cercada de amigos, natureza, amor, carinho. Mago era amor. A gente não consegue imaginar a que ponto chega a crueldade nesse mundo. Fica um vazio muito grande. Tanta dedicação à música, à dança. É um momento extremamente delicado”, disse o bailarino Flávio Magalhães, amigo de Maria Glória Poltronieri Borges.



No velório, que acontece na Capela do Prever em frente ao cemitério municipal, a quantidade de pessoas que chegam a todo momento para se despedir da bailarina impressiona. “Ela era muito querida. Um doce de pessoa, de um coração infinito de grande. É um momento realmente muito difícil para todos nós”, disse a bailarina Alexandra Delgado Fanigliulo, amiga de Mago.


Uma vida dedicada à arte


Maria nasceu em Maringá e atuava profissionalmente com dança desde 2008. Ela dava aulas de dança na Academia de Ballet Daísa Poltronieri, cursava Artes Visuais na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e era capoeirista da Associação Cultural de Capoeira Mandinga-Ê.


A jovem também ensinava e estimulava crianças a entrarem no mundo da dança. “Ela lutava muito por um mundo melhor e acreditava que a música e a arte poderiam fazer isso. Ela amava ensinar movimentos. Era movida a movimentos”, comentou o bailarino Flávio Magalhães.


Outra grande paixão de Magó, segundo familiares, era a natureza. Visitar cachoeiras era algo que ela fazia com uma certa frequência. “Era um lugar que ela ia sempre. Um lugar para tomar banho, para se purificar. A Mago era muito zen e não fazia mal nem para um passarinho”, afirmou o tio da jovem Claudiney Vecchi, em entrevista à Rádio CBN.


Investigação


O delegado de Mandaguari, Zoroastro Nery do Prado Filho, está investigando o caso. Até o momento, pelo menos três pessoas foram ouvidas pelo delegado, que tenta identificar o autor ou autores da morte da bailarina. Os ouvidos pelo delegado são pessoas que estiveram na região no fim de semana e que podem colaborar nas investigações de alguma forma.


Se alguém tiver alguma informação pode ajudar a Polícia Civil com denúncias anônimas pelo telefone (44) 3233-1284. O delegado aguarda um laudo do IML para determinar exatamente a causa da morte e se houve violência sexual.


Ainda não há pistas de quem pode ter cometido o crime contra a bailarina.


Comoção nas redes sociais


A morte de Maria Glória causou muita comoção. Nas redes sociais, o prefeito Ulisses Maia lamentou o ocorrido e prestou condolência aos familiares e amigos.


“Hoje Maringá acordou de luto. É muito triste a morte da Maria Glória Poltronieri. Ela foi professora de ballet da minha filha Carolina. Uma excelente profissional. Meiga. Muito amada. Aos pais Maurício e Daisa e a todos os familiares: meus sentimentos e orações”, escreveu Maia.


O ator maringaense Hugo Bonemer também se pronunciou. Em uma foto publicada no Instagram em que Maria Glória aparece, Bonemer lamentou. “Meu Deus Daisa sinta todos os abraços possíveis. Meus pêsames”, comentou.

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