Paraná

Umuarama

Lanchonete e fornecedoras são interditadas após casos de botulismo

Publicado por Nailena Faian, com AEN, 13:12 - 29 de Novembro de 2018

A Vigilância Sanitária interditou a lanchonete onde duas crianças comeram um lanche e, em seguida, foram diagnosticadas com botulismo, uma doença bacteriana considerada rara e grave. O caso ocorreu em Francisco Alves (a 236 quilômetros de Maringá) no último fim de semana. Outras duas empresas fornecedoras das matérias-primas usadas no lanche também foram interditadas.


De acordo com o governo do estado, a Vigilância Sanitária constatou que a lanchonete não tem licença sanitária e que a conservação dos alimentos era inadequada. 


O local onde o queijo usado no preparo dos lanches era manipulado não tinha licença e autorização para essa atividade e a Vigilância Sanitária constatou falta de higiene e falta de estrutura adequada.


Uma empresa de Umuarama também precisou ser interditada porque não tinha autorização e registro junto ao órgão da agricultura para fazer o fatiamento de apresuntado usado no lanche.


“Nossa recomendação é que se algum consumidor tenha adquirido apresuntado fatiado dessa empresa que não o consuma e o descarte para evitar riscos, uma vez que trata-se de um produto irregular”, diz o médico veterinário da Vigilância Sanitária da 12ª Regional de Saúde, Sérgio Eko.


De acordo com o veterinário, foram coletadas amostras dos alimentos e enviados para análise. “Precisamos esperar até a conclusão dos laudos laboratoriais para determinar qual alimento foi responsável pela contaminação”, diz Sérgio.

Caso
As crianças que contraíram a doença são primas e têm 4 e 6 anos de idade. Elas comeram o lanche supostamento contaminado  no último sábado (24) em Francisco Alves, onde moram, e depois foram internadas em um hospital de Umuarama.


Elas foram medicadas com soro antibotulínico e reagiram bem à medicação. Segundo informação do governo publicada hoje, elas já receberam alta do hospital.


CUIDADOS


O botulismo alimentar acontece quando uma pessoa ingere alimento contaminado com a toxina botulínica. O período de incubação (entre a contaminação e o início dos sintomas) pode variar de 2 horas a 10 dias, com média de 12 a 36 horas. Quanto maior a concentração de toxina no alimento ingerido, menor o período de incubação. Os sintomas variam, mas podem incluir dor de cabeça, vertigem, sonolência, dificuldade para respirar, paralisia, dificuldade para engolir, entre outros.


Entre os produtos comumente envolvidos em casos de botulismo estão as conservas, especialmente as artesanais, como as de palmito e picles; embutidos (salsicha, presunto etc.); pescados defumados, salgados e fermentados, queijos e, mais raramente, produtos enlatados.


Também o consumo de mel por crianças menores de dois anos deve ser evitado. Por isso, a recomendação da Vigilância Sanitária é consumir apenas produtos com origem comprovada, com inspeção no órgão da agricultura competente, dentro da validade e conservados adequadamente.


Ferver as conservas e produtos por pelo menos 15 minutos antes de serem consumidos é outro cuidado que diminui o risco de contaminação. No caso de latas e vidros de conserva, a recomendação é não consumir se a embalagem estiver estufada, danificada ou se o produto apresentar mau aspecto, com alterações no cheiro ou aparência. Outro cuidado é com a conservação dos alimentos e conservas, em especial aqueles que precisam de refrigeração.

Bloco de Imagem

Vigilância Sanitária coletou amostras dos alimentos e levou para análise. Foto: Ilustrativa/SindSaúdeParaná

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