Maringá

Casos inusitados

Ouvidoria de Maringá já recebeu até pedido para 'expulsar' fantasmas

Publicado por Monique Manganaro , 11:49 - 12 de Março de 2019

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Foto: Aldemir de Moraes/PMM

Diariamente, atendentes da Ouvidoria Municipal de Maringá registram aproximadamente 450 chamados pelo 156, principal canal de atendimento do órgão. São solicitações de serviços, reclamações e sugestões para a administração da cidade. No entanto, alguns pedidos inusitados são atendidos de vez em quando.


A pedido do Portal GMC Online, o ouvidor municipal Marcos Boggo reuniu situações que foram atendidas pela equipe nos últimos meses. Segundo ele, os pedidos “excêntricos” não são tão incomuns assim.


Em um dos casos, uma mulher ligou, apavorada, e pediu que a atendente falasse diretamente com o prefeito Ulisses Maia para que ele não permitisse que chips eletrônicos fossem implantados nela.


De acordo com o relato, caso fosse colocado na mão dela, a dispositivo a atrapalharia nos trabalhos domésticos. Em situações como essa, o atendente, segundo Boggo, age de forma receptiva para acalmar quem está do outro lado da linha e o aconselha, principalmente, a conversar com a família.


A Central 156 já recebeu pedido para “expulsar fantasmas” de uma casa. Em uma chamada, o morador solicitava que algum órgão de fiscalização municipal tomasse providência porque ele se sentia vigiado por alguém, perseguido.



“A gente acaba passando uma orientação para buscar ajuda com alguém mais próximo, para poder entender exatamente o que está acontecendo na casa dessa pessoa”, explica o ouvidor.



Segundo ele, em situações como essa, a ouvidoria não pode registrar o pedido, até porque não teria para onde encaminhá-lo.


A Ouvidoria Municipal também já foi chamada para expulsar o marido de uma moradora da casa onde moravam. Para a atendente, a mulher disse que o marido estava alcoolizado e os dois tinham discutido.



“Nesse caso, a gente também faz algumas perguntas, por exemplo, se houve algum tipo de agressão, física ou verbal, porque caso isso ocorra, a gente registra um protocolo e, aí sim, encaminhamos para a Secretaria da Mulher, ou para a Delegacia da Mulher”, esclarece.



No entanto, nesse caso especificamente, a mulher deixou muito claro que não houve qualquer tipo de agressão, mas que não aguentava mais a situação e queria que o marido fosse retirado de dentro de casa. Mais uma vez, a providência tomada foi a orientação.


A Ouvidoria


Importante canal de comunicação dentro do município, a Ouvidoria Municipal recebeu mais de 84 mil pedidos apenas no ano passado. O índice de resolutividade dos casos foi de 80 %.


Além do 156, moradores podem registrar solicitações pessoalmente, na sede do órgão (localizada no 1º andar Paço Municipal – Avenida XV de Novembro –, que funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h), ou pela internet, preenchendo um formulário ou baixando o aplicativo Colab.re.


Depois que um protocolo é aberto, a solicitação é encaminhada no mesmo dia para o setor responsável, afirma Boggo.

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