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Maringá

Levantamento

Mulheres representam apenas 15% do efetivo do 4º Batalhão da PM

Publicado por Nailena Faian, 16:41 - 18 de Setembro de 2019

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A maringaense Fernanda Julie entrou para a Polícia Militar em 2013. Foto: Reprodução/Instagram

Mesmo com conquistas importantes no mercado de trabalho nas últimas décadas, há cargos que ainda não são muito ocupados por mulheres, como o de policial. No 4º Batalhão de Polícia Militar de Maringá - que abrange a cidade e mais 11 municípios da região - apenas 15% do efetivo é composto por mulheres.


Entre os vários exemplos de guerreiras dentro da PM está Fernanda Julie, de 28 anos, que conversou com o Portal GMC Online. Ela ingressou na corporação em 2013, ao ser aprovada entre os 30 primeiros no concurso. Já passou pelo 4º Batalhão e hoje faz parte da 2ª Esfaep (Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças).


O desejo de ingressar na PM foi motivado pela influência  do pai dela que é guarda municipal. De 2013 para cá, a jovem já atuou atendendo denúncias do 190, como operadora de rádio, comandando viaturas, na própria viatura fazendo rondas, no setor de comunicação social e  no setor de trânsito. Hoje trabalha no setor administrativo da Escola da PM.



“Já passei por algumas situações de perigo, como acompanhamentos de veículos em fuga após o cometimento de crimes. Graças a Deus não passei por confronto armado, mas muitos policiais da corporação já tiveram que enfrentar essa questão, inclusive no momento de folga”, relata.



Sobre o preconceito com policiais mulheres, Fernanda diz que infelizmente ainda existe. “O número de policiais militares mulheres vem aumentando. Apesar de ainda ter preconceito nós temos garra e força para lidar e superar isso”, garante.


A arma de fogo que ela usa é uma pistola Tauros PT 840.



“No início tive um pouco de receio em relação a arma, pois ela é uma grande responsabilidade, e logo quando entramos na corporação ainda não estamos acostumado com tal responsabilidade. Agora vejo como um meio de proteção para mim, minha família e para os cidadãos de bem.”



A profissão exige um bom condicionamento físico. São realizadas avaliações físicas pelo menos duas vezes ao ano. Para se manter em forma, ela pratica academia pelo menos três vezes na semana e também faz atividades aeróbicas. 

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Foto: Reprodução/Instagram

Vaidade e redes sociais


Mesmo com a farda, Fernanda não deixa a vaidade feminina de lado. Continua usando maquiagem, esmalte na unha, brinco, coque no cabelo, mas tudo conforme o regimento da corporação, que permite cores neutras e acessórios pequenos.


Nas redes sociais, a profissão chama atenção, atraindo milhares de seguidores. Só no Instagram já são quase 20 mil seguidores.


“Eu não busco ter mais seguidores, mas sim levar a esperança de melhoria de vida para as pessoas, seja como policial militar, empreendedora ou ainda como uma pessoa que apenas leva o bem a outras pessoas", diz Fernanda.


Além de ser policial militar, ela é professora de graduação de Gestão em Segurança Privada e de pós graduação em Direito Digital e Segurança Pública. Também coordena dois projetos, um de empreendedoras femininas de Maringá e outro de concurseiros.


 



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Foto: Reprodução/Instagram

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4 Comentários

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  • Claudia Rocio

    Claudia Rocio

    3 semanas atrás
    Tanta gente boa pa pega pra entrevista e vocês pegam quem nunca trabalhou na rua e ainda foge do trabalho.
  • IZABELA OLIVEIRA PAULISTA

    IZABELA OLIVEIRA PAULISTA

    1 mês atrás
    A Fernanda é uma excelente pessoa, conheço ela e a família há anos!!! É uma profissional mto dedicada e um exemplo de mulher guerreira!!! Parabéns, Fer!!! Tenho uma enorme admiração por vc ❤
  • Carlos Henrique

    Carlos Henrique

    1 mês atrás
    A matéria é boa, pena que foi feita com uma pessoa que é tudo menos policial.
    Quem não conhece ela no trabalho fica com uma imagem equivocada. Temos outras tantas guerreiras que fazem jus, mas ela infelizmente apenas aparência.
  • Valeska Nayane Costa

    Valeska Nayane Costa

    1 mês atrás
    Ótima profissional, sempre disposta a ajudar.
    Uma representante de peso das mulheres na PM

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