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Maringá: conheça a história do Frigorífico Central

Publicado por Luiz Santos, com projeto Maringá Histórica, 10:04 - 14 de Fevereiro de 2020

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Foto: Acervo Maringá Histórica

O Frigorífico Central é um marco na história maringaense e um dos elementos importantes para o desenvolvimento da Zona 2. Em seu auge, segundo o Maringá Histórica, a empresa chegou a ter 2.200 funcionários em seu quadro.


Mas engana-se quem pensa que o local já foi fundado com uma escala industrial. Os primeiros passos da empresa foram dados com a criação, pelos portugueses Joaquim Duarte Moleirinho e Joaquim Gomes Caetano, do Açougue Central.


O açougue dos dois foi fundado em 1955 e ficava na esquina das avenidas Brasil e General Câmara (atual Basílio Sautchuk). Naquele local, antes funcionava a Casa de Ferragens Irmãos Imai.

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Local onde funcionou o Açougue Central. Foto: Acervo Maringá Histórica

Os dois portugueses vieram para Maringá, em 1954, para trabalhar como mestres de obras na construção do Grande Hotel Maringá. No ano seguinte, eles buscaram novos rumos e encontraram o ramo de carnes como uma oportunidade.


No início do funcionamento do Açougue Central, os bois eram mortos no Abatedouro Municipal e encaminhados de lá para a boutique de carnes. Com o crescimento das atividades, os portugueses deciciram comprar um espaço no sul da Vila Cleópatra.


No local, em 1958, os portugueses fundaram o Frigorífico Luso-Brasileiro Central. Como na época ainda não havia energia elétrica naquela área, um cabo teve que ser estendido da então avenida General Câmara até o lado direito da avenida Itotoró.


Algum tempo depois, na década de 70, o nome da empresa mudou para Frigorífico Central e sua categoria jurídica foi alterada de limitada para socidedade anônima. Na época, o Central era considerado o mais moderno frigorífico do Paraná e havia começado a se expandir para o mercado externo.

A era de ouro do empreendimento, durante as décadas de 70 e 80, foi marcada pelo abatimento de 1.500 cabeças de gado por dia. A frota de caminhões da empresa contabilizava 200 veículos e eram estimados 2.200 empregados.


A área total ocupada pela empresa media 22 alqueires. Na região, haviam colônias de trabalhadores, com um total de 64 casas.

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Casas onde moravam trabalhadores do Central. Foto: Acervo Maringá Histórica

Havia um campo de futebol dentro do espaço ocupado pelo empreendimento e uma cooperativa próxima. Além disso, uma festa junina era realizada todos os anos para comemorar o aniversário do empreendimento.


Os produtos comercializados pelo Frigorífico Central eram carnes frescas, óleos, conservas, frios e a tão conhecida mortadela.


Em 1995, as instalações foram arrendadas para a Palmali e, desde então, não há mais abates no local.


Assista ao vídeo do Maringá Histórica sobre o local:


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