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Maringá

Dia do Aviador

Ex-morador de Maringá relembra carreira na Força Aérea Brasileira

Publicado por Nailena Faian, 16:54 - 23 de Outubro de 2019

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Foto: Arquivo pessoal

Nesta quarta-feira (23) é comemorado o Dia do Aviador. A paixão por voar faz com que algumas pessoas optem por essa profissão que atua literalmente no céu, entre as nuvens branquinhas e as de chuva também.


Um desses apaixonados é Mário Sérgio Greskow Martinhão, que dedicou grande parte de sua vida à aviação e chegou a ser comandante da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), por dois anos, em 2003 e 2004.


Martinhão é nascido em Terra Rica (a 129 quilômetros de Maringá) e se mudou para Maringá com a família em 1968, aos 8 anos de idade. Seu pai era mecânico de avião e despertou nele a vontade de ser aviador.


Movido por esse desejo, Martinhão prestou concurso para a escola preparatória de cadetes. Foi aprovado e em 1975 se mudou para Barbacena, Minas Gerais, para começar a estudar. Na sequência, entrou para a Academia da Força Aérea Brasileira, em São Paulo, onde em quatro anos de estudos adquiriu conhecimento para se tornar piloto militar.

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Foto: Divulgação/FAB

Almejando crescer na profissão, ingressou em outro curso, em Fortaleza, no Ceará, desta vez para ser piloto de aviões de caça. Finalizada mais essa etapa, retornou para a academia da FAB, em São Paulo, onde se tornou instrutor de voo.


Após três anos ensinando, entrou para a Esquadrilha da Fumaça - grupo de pilotos e mecânicos da FAB que fazem demonstrações de acrobacias aéreas pelo Brasil e pelo mundo - e chegou a ser comandante por dois anos.



“Foi muito prazerosa minha profissão. A profissão de instrutor de voo e depois na Esquadrilha da Fumaça foram maravilhosas”, comemora Martinhão.



Ele recorda que passou por duas situações de perigo durante a profissão.



“A atividade aérea é de relativo risco. Sempre que decolamos sabemos que pode acontecer algo e na hora do pouso também. Já passei por situações em que o motor apagou e de pouso forçado. Mas tudo isso com treinamento e doutrina a gente supera”, diz.



O ex-morador de Maringá se aposentou da carreira militar em 2010, mas continuou trabalhando como piloto comercial até 2015. Hoje mora em Brasília e diz estar aproveitando a aposentadoria, voando somente para passear, inclusive para Maringá para ver a mãe que mora na cidade.



“Sinto muita saudade da profissão. Mas todo aviador tem um ciclo de carreira e acredito que o meu tenha se encerrado”, finaliza.



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