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Em 5 anos, número de empresas cresce quase 40% em Maringá

Publicado por Nailena Faian, 16:44 - 10 de agosto de 2018

A vocação empreendedora do maringaense está amparada nos números. Em abril deste ano, a cidade contava com 68.387 empresas abertas dos mais diferentes portes e segmentos, incluindo os microempreendedores individuais (MEIs).


O número é 39,8% maior que a quantidade de empresas registrado em 2013, segundo levantamento realizado pelo IPC Maps e obtido com exclusividade pelo Portal GMC Online.


O relatório foi feito com base nos dados do estudo Brasil Empresas e mostra, ainda, que em cinco anos, o aumento na quantidade de empresas em Maringá superou o crescimento do Paraná (33,1%), da região Sul (29,5%) e do Brasil (36,8%).


“Podemos, ainda, avaliar a quantidade de empresas por 1.000 habitantes e, nesse quesito, Maringá continua em destaque, com média de 166,7 empresas por 1.000 habitantes em 2018. Na região Sul, temos 124,7 empresas por 1.000 habitantes, no Paraná temos 120,5 e, a média nacional, é de 99,3 empresas”, ressalta o responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini.


Setores em destaque


O setor que mais apresentou avanço em Maringá foi o industrial, com variação de 61,4% no número de estabelecimentos entre 2013 e 2018. O vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Wilson Matos Filho, diz que a cidade atrai empreendedores por ser referência em muitos aspectos, como educação, saúde, gestão fiscal, saneamento e geração de empregos.


“Maringá constitui-se em uma base de empreendedorismo que contribui ativamente para os bons índices socioeconômicos. As empresas avaliam a cidade como um município de grande potencial de crescimento, por isso investem aqui”, defende ele.


Em segundo lugar, o setor que mais se destacou em Maringá foi o de serviços, com variação de 51,4%. Dentre todos os segmentos que compõem o setor, os que mais cresceram foram o de alimentação (4.884,7%), serviços domésticos (3.500,0%) e o de publicidade e pesquisa de mercado (3.092,0%).


No quesito “alimentação”, são considerados os bares e restaurantes. Para a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de Maringá, Deborah Kemmer, o aumento nesse segmento se deu por conta da própria comunidade, que está mais exigente.


“As pessoas querem provar gastronomias diferentes, com outras possibilidades, outros conceitos. Então, foram abertos novos estabelecimentos com essa variedade que o público deseja”, avalia Deborah.


Outro segmento de destaque foi o da educação, com crescimento de 95,4% em cinco anos. Neste caso, são consideradas as instituições que ofertam ensino infantil, fundamental, médio, superior, pós-graduações e extensões; tecnológico; esportes; cultura; idiomas; formação de condutores; cursos preparatórios para concursos; cursos de pilotagem; treinamento em informática; entre outras atividades de ensino.


José Carlos Barbieri é presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Paraná (Sinepe/NOPR) e também responsável pela Câmara Técnica de Educação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem). Segundo ele, atualmente, são as unidades de ensino a distância (EAD) que apresentam maior expansão.


“De 2017 para 2018, mais três instituições passaram a oferecer EAD em Maringá. Isso também é reflexo da crise econômica que passamos. Com a população desempregada, há menos renda e, consequentemente, muitos procuram estudar a distância, que é uma opção mais barata”, analisa.


Empresas ligadas à educação eram 769 em 2013 e saltaram para 1.503 em abril de 2018.


Foto: Divulgação/PMM


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