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Fenômeno

Eclipse solar desta terça poderá ser visto de Maringá; VEJA DICAS

Publicado por Monique Manganaro , 10:04 - 02 de Julho de 2019

Um eclipse total do sol poderá ser observado nesta terça-feira (2) em parte da América do Sul e do Oceano Pacífico. No Brasil, algumas regiões terão a possibilidade de observar parcialmente o fenômeno durante a tarde. Este é o caso de Maringá, que integra a lista de cidades onde vai ser visível parte do sol sendo encoberto pela lua.


O eclipse em Maringá ficará visível a partir das 17h10, de acordo com Maico Zorzan, professor, astrônomo amador e um dos fundadores do Clube de Astronomia Edmond Halley (Caeh). Segundo ele, os espectadores terão aproximadamente 25 minutos para observar, antes que o sol se ponha.


Em outras cidades brasileiras, a parte encoberta do sol pode ser ainda maior, mas em nenhuma delas será possível ver o eclipse total. Conforme informações do Observatório Nacional, os brasileiros só terão essa oportunidade em 12 de agosto de 2045, quando a faixa de totalidade passará pelo nordeste do país.

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Foto: IBGE

Como observar o eclipse com segurança?


“O método mais barato e seguro é usando um filtro de solda número 14, que nas lojas de ferragens custa menos de R$ 10”, aconselha Zorzan. De acordo com ele, a recomendação é nunca olhar diretamente para o sol sem proteção. As folhas de Raio-X e óculos escuros também não são opções seguras, segundo o professor.


Estudos


Uma peculiaridade tornará o evento desta terça-feira ainda mais interessante e raro neste ano. A sombra projetada na Terra passará pelo observatório La Silla, no Chile – um dos mais importantes do mundo, localizado a uma altitude de 2,5 mil metros, livre da poluição visual produzida pelas luzes das cidades. A expectativa é que as imagens a serem produzidas da coroa solar ajudem a avançar os estudos sobre a atmosfera, ventos solares e forças gravitacionais, entre outros.


“A observação e o registro de eclipses solares ainda hoje são importantes para o estudo da coroa solar, cujas características ainda não são totalmente compreendidas e cujo comportamento é importante para prever o clima espacial. A ejeção de massa coronal em direção à Terra é um fenômeno que pode danificar nossas redes elétricas, telecomunicações e satélites”, explica Eugênio Reis, pesquisador do Observatório Nacional.

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Infográfico: Folhapress

Foto da capa: Evelson De Freitas/Folhapress

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