Fechar

Maringá

Nesta quarta

Cotas raciais podem ser aprovadas na UEM no Dia da Consciência Negra

Publicado por Victor Simião/CBN Maringá, 13:35 - 20 de Novembro de 2019

O 20 de novembro é celebrado como o dia da Consciência Negra. A data é atribuída ao dia em que Zumbi dos Palmares teria morrido, em 1695. Zumbi foi um dos principais líderes negros durante a escravidão no Brasil.


É em meio a um dia com essa carga simbólica que a Universidade Estadual de Maringá (UEM) irá votar nesta quarta-feira (20) a aprovação ou não das cotas raciais.


O Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) é quem avalia. São 144 professores, coordenadores de cursos de graduação e pós graduação. Para a proposta ser aprovada é necessário ter maioria simples.


Essa ação afirmativa já foi aprovada numa instância inferior, a Câmara de Graduação, no início deste mês . Houve discussões acaloradas e alteração da proposição original. Após muito debate, o que ficou decidido foi: 20% das vagas do vestibular para negros - grupo composto por pessoas pretas e pardas.


Dentro desse recorte, 15% devem, também, se enquadrar em critérios socioeconômicos como ter renda per capita de um salário mínimo e meio. É essa a proposta que o CEP votará.


Um ato está marcado por movimentos sociais durante a votação, na tarde de desta quarta-feira (20).


No Paraná, a UEM é a única universidade pública sem nenhum tipo de ação afirmativa para pessoas negras. O que a instituição tem é a cota social - que envolve critérios socioeconômicos.


A professora Marivânia Araújo, que faz parte do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-brasileiros, considera esse momento histórico: no dia 20 de novembro a UEM pode implementar o sistema de cotas raciais. É muito significativo, diz ela.


Ouça a reportagem na CBN Maringá.


Todos os anos entram três mil novos alunos na Universidade Estadual de Maringá. Desse total, 80% são brancos - o restante é composto por negros e indígenas.


Durante a votação no CEP, a proposta vinda da Câmara de Graduação será debatida. Segundo assessoria da universidade, pode haver alteração.


O professor Delton Felipe, do departamento de História da UEM, considera o sistema de cotas raciais como uma forma de buscar a igualdade.


Se for aprovado como está, o sistema de cotas raciais já passa a valer para o próximo vestibular. Daí, do total de vagas, 20% serão para cotas sociais e 20% para as raciais. O restante, para ampla concorrência.

Bloco de Imagem

Foto: Divulgação/CBN Maringá

Compartilhe

1 Comentários

* Os comentários são de responsibilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos do uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

  • Alexandre Caposse

    Alexandre Caposse

    2 meses atrás
    Eu gostaria de saber a real diferença dos negros para as demais cores, e ai sim dar minha opinião. No meu modo leigo eu diria que justo seria as cotas sociais, aonde quem não tem condição de estudar em escola particular e depois de terminar o segundo grau ter que concorrer com quem pode. Independente de raça.

voltar ao topo