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Construção civil reage e Maringá cria 1,2 mil vagas de emprego

Publicado por Redação GMC, 12:04 - 01 de Março de 2019

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Foto: Agência Brasil

Maringá teve saldo positivo de 1.227 empregos em janeiro – foram 6.950 admissões e 5.723 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (28). O número é 86% maior que as 658 vagas criadas no primeiro mês do ano passado.


Yasmine Candida da Mata Mendonça é economista do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem). Ela explica que por meio dos dados do mercado de trabalhado é possível mensurar se houve crescimento econômico ou recessão.


“Quando o saldo de empregos é positivo, quer dizer que tivemos uma diferença positiva nas contratações de trabalhadores, o que é um indicativo de crescimento econômico. Já há um tempo estamos observando que a cidade tem demostrado indícios de que caminha rumo ao crescimento e essa diferença entre janeiro de 2018 e janeiro de 2019 valida essa nossa hipótese”, analisa.


O crescimento mais significativo na geração de vagas foi verificado na indústria. O setor criou 382 vagas, 905% a mais do que os 38 postos de trabalho gerados em janeiro de 2018. Destaque ainda para a construção civil (saldo de 248).


O setor de serviços foi o que gerou mais empregos em janeiro de 2019: 438 vagas. Porém, foram 38 a menos que em janeiro de 2018. O comércio criou 145 vagas, enquanto que, na agropecuária, o saldo foi de 14 vagas.


Yasmine explica que os setores da indústria e construção civil geralmente são os primeiros a sentirem os impactos de uma retração econômica, assim como são os que demoram mais a se recuperar.


“Isso ocorre porque são setores que comparativamente aos demais demandam altos investimentos iniciais. Os dados recentes desses setores nos indicam também o que víamos prevendo já há algum tempo, também fruto da recuperação das expectativas dos empresários desses segmentos. Já no setor de comércio, como não houve um aumento significativo, podemos atribuir a sazonalidades pontuais próprias do setor, como ajustes em planejamentos de início de ano”.


Presente e futuro


A gerente executiva do Codem explica que o atual momento do mercado de trabalho de Maringá sugere que as empresas estejam demandando mais mão de obra porque estão produzindo mais.


“Ao demandarem mais mão de obra, geram renda na cidade que por sua vez pode ser revertida em consumo, formando um ciclo virtuoso entre emprego e renda”, ressalta.


Sobre o comportamento do mercado de trabalho nos próximos meses, Yasmine acredita que há razões para otimismo.


“Não é possível quantificar precisamente, mas considerando o histórico mensal do saldo de empregos em Maringá, janeiro é o mês com maior saldo no primeiro semestre. No entanto, espera-se que os demais meses possam continuar crescendo em comparação com os anos anteriores”, completa.

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