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Maringá

No céu de Maringá

‘Constelação’ de minissatélites será vista a olho nu no fim de semana

Publicado por Monique Manganaro , 09:16 - 16 de Janeiro de 2020

Os 60 minissatélites recém-lançados pela empresa SpaceX ficarão visíveis no céu de Maringá no próximo fim de semana. Vai ser possível observar, a olho nu, a “constelação” de minissatélites que formam a terceira frota da Starlink, sistema global de internet banda larga criado pela companhia norte-americana.


De acordo com o professor e astrônomo amador Maico Zorzan, ao olharem para o céu para observar um satélite, as pessoas veem um ponto luminoso, como uma estrela “andando”. No caso da Starlink, quem observar verá um “enxame” de estrelas. “Serão várias ‘estrelinhas’ andando juntas”, detalha.

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Foto: Marcelo Zurita

Segundo ele, não será necessário nenhum equipamento, apenas se posicionar em um local escuro, bem afastado de fontes de luz, já que o céu muito poluído atrapalha. O observador também vai precisar da ajuda do tempo, que não poderá estar nublado.


Os minissatélites alcançaram a órbita da Terra na semana passada e, desde a quinta-feira, 9, a “constelação” passa por cima do Brasil duas vezes ao dia. No entanto, a passagem dos satélites estava ocorrendo sempre no início da manhã e no fim da tarde, o que impossibilitava a observação.


Conforme explica o professor, a partir desta semana, os satélites começam a passar pouco antes do sol nascer. Os melhores dias de observação, segundo ele, serão a próxima sexta-feira, 17, o sábado, 18, e o domingo, 19 - veja abaixo, com marcação em vermelho, os melhores horários.


No entanto, é possível acompanhar a visibilidade dos satélites no site Satflare.

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Foto: Divulgação/Maico Zorzan

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Foto: Renato Poltronieri

Impasse com a comunidade científica


Os minissatélites da SpaceX chamaram a atenção das pessoas pelo evento que criam no céu e pela facilidade de observação. No entanto, de acordo com Zorzan, a Starlink está sendo um problema para pesquisadores que precisam captar imagens do céu.


“Eles poluem o céu noturno e se tornaram um problema ao passarem por regiões de estudo, como os grandes observatórios, por riscarem todo o céu nas fotografias de longa exposição”, afirma.


Segundo ele, a comunidade científica já emitiu um pedido para que os próximos satélites lançados para a órbita terrestre sejam “escuros”, para que não prejudiquem as pesquisas. “Esses satélites aparecem iluminados, brilhando no céu, porque mesmo escuro aqui na superfície, eles estão em uma altitude onde existe a incidência de raios solares, que são refletidos pelos painéis dos satélites”, explica.


Outros satélites que se portam da mesma maneira, e que também ficam visíveis a olho nu, são a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), e o próprio Hubble, um telescópio espacial.


“Um dos mais populares para astrônomos amadores são os Iridiuns, satélites de comunicação da Motorola, que têm grande brilho quando seus espelhos refletem a luz solar para a Terra”, acrescenta.


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