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Conselheira tutelar registra queixa na delegacia contra colega

Publicado por Luciana Peña/CBN Maringá, 09:14 - 01 de Julho de 2019

Uma conselheira tutelar de Maringá registrou queixa na delegacia de Polícia Civil contra um colega. A briga envolve um conselheiro da zona norte e uma conselheira da zona sul. Ela diz que o colega se recusou a atender um morador da zona norte internado num hospital da zona sul. O caso coloca em debate o território de atuação dos conselhos tutelares em Maringá.


É que Maringá tem dois Conselhos Tutelares. O Zona Norte e o Zona Sul. O território atendido pelos conselhos é delimitado pela Avenida Colombo. Moradores ao norte da avenida são atendidos pelo Conselho Tutelar da Zona Norte e vice-versa.


Neste fim de semana, um conselheiro da Zona Norte teria se recusado a atender um morador da zona norte porque ele estava internado num hospital da zona sul. É o que diz a conselheira tutelar da zona sul Priscila Schiavone. Ela acabou sendo acionada pelo hospital e decidiu registrar queixa na delegacia contra o colega que não prestou atendimento.


“Não é a primeira vez que coincide meu plantão com o do referido conselheiro e o mesmo se recusa a atender a família da área de abrangência do conselho dele. Em outra situação eu informei a delegacia, fiz relatório, e a família, inclusive estava na área do (Conselho) Zona Norte”, afirmou.


“Aí, no sábado (29) houve uma ligação para um atendimento num hospital localizado na zona sul, mas era uma família de referência do zona norte. E daí a assistente social me comunicou que já tinha entrado em contato com o outro conselho e o conselheiro havia comunicado que era para entrar em contato com o Conselho Zona Sul. Ela até questionou para mim como é essa divisão, porque essa não é a prática”, completou.


O caso põe em debate a área de atuação de cada conselho. O conselheiro acusado de se recusar a atender, Jesiel Carrara, diz que o entendimento dele é que o atendimento deve ser prestado de acordo com o endereço da violação de direito.


“Maringá é dividida pela Avenida Colombo. Toda violação que acontecer da Colombo para cá, na minha região, indeterminado se essa pessoa atravessou a Calombo e veio tomar um suco em uma lanchonete, e acontece uma situação e está acontecendo a violação, eu tenho que dar o atendimento. Eu não tenho que perguntar para quem está ligando se essa pessoa mora na zona sul ou na zona norte”, disse.


“Se a ligação do endereço da violação é do meu lado, eu tenho que prestar o atendimento. Se a violação está acontecendo lá do lado dela, é o (Conselho) Zona Sul que tem que prestar o atendimento. Se há outro entendimento, ou se existe uma regra pré-estabelecida, e eu não fui comunicado e eu não tenho esse documento, até porque pedi para os demais colegas que têm essa interpretação que apresentassem esse protocolo de atendimento e até o presente momento ninguém apresentou. Isso é um pretexto por parte desta conselheira, sabendo que nós estamos próximos à eleição novamente”, completou.


Ouça as entrevistas na CBN Maringá.


As eleições para conselheiro tutelar serão realizadas dia 6 de outubro. A conselheira Priscila Schiavone diz que não é candidata à reeleição. No final das contas foi ela quem atendeu o paciente que estava no hospital da zona sul.

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Foto: Ilustrativa/Divulgação

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