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Maringá: Cervejaria Cathedral patrocina time de futsal feminino

Publicado por Chrystian Iglecias, 15:30 - 28 de Junho de 2019

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A foto tradicional de equipe. Foto: Divulgação

Eleita nos últimos dois anos a melhor cervejaria do Brasil, a maringaense Cathedral bate um bolão no mundo esportivo. Com o Cathedral Sports Bar (Av. XV de Novembro, 170), a cervejaria é um prato cheio para aqueles que curtem assistir ao time do coração acompanhado de uma cervejinha ao lado dos amigos.


Mas isso não é tudo: nos últimos meses, a Cathedral deu um passo à frente e começou a apoiar um time de futsal feminino da cidade. Eles decidiram abraçar o projeto de dez amigas que jogavam de forma amadora e fizeram o apelo: “Patrocina a gente!”.


Desde muito novas, as garotas participavam de campeonatos de futsal, incluindo competições de peso, como por exemplo os Jogos Abertos do Paraná. Elas jogavam em times diferentes, mas no ano passado resolveram se unir e formar uma nova equipe.


A jogadora Paula Villas, 33, foi quem tomou a frente na busca por patrocinadores. Ela apostou forte no momento dourado do futebol feminino, que se tornou neste mês de junho o grande foco dos holofotes da mídia esportiva nacional e internacional.

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Paula Villas exerce liderança no time. Foto: Cláudia Alenkire/Divulgação/Cathedral

“O mais legal é o motivo pelo qual a Cervejaria Cathedral apoiou a gente. Eu enviei uma apresentação pra eles, falando sobre futebol feminino, sobre visibilidade e representatividade das mulheres. Eles abraçaram a ideia totalmente e ficaram muito empolgados. A gente ficou muito feliz que acreditaram e apoiaram”, afirmou Paula.


Desde que começaram a representar a Cervejaria, o agora Cathedral Sport Clube já conquistou três medalhas: dois ouros - um no torneio de futsal feminino do Dia do Trabalhador e outro no Espaço Nelson Verri Tournament -, e um bronze no Festival do Trabalhador de Astorga.

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As meninas e a taça do torneio do Dia do Trabalhador, em Maringá. Foto: Divulgação/Cathedral

Representatividade e visibilidade


A Copa do Mundo feminina de futebol de campo é um sucesso inquestionável. É o provável divisor de águas da modalidade, que sempre clamou por mais visibilidade, reconhecimento e apoio financeiro. Neste mundial, pela primeira vez, a maior emissora do país acompanhou de perto a trajetória da seleção nacional, transmitindo todos os jogos ao vivo.


Paula Villas, claro, vibrou com o avanço. “Acho que o que faltava era isso, a visibilidade, pra que todos vissem que o futebol feminino é emocionante, é bem jogado, tem técnica, tem show, só faltava todo mundo ter a oportunidade de ver pra poder torcer e apoiar as meninas.”


No futsal, porém, a situação é diferente. A modalidade feminina tem apelo midiático quase nulo, e o apoio financeiro deixa muito a desejar. Para embasar a ideia, basta citar que, em 2014, a seleção brasileira feminina de futsal quase não participou do Mundial na Costa Rica por falta de dinheiro. Jogadores da seleção masculina chegaram até a doar de seus próprios bolsos uma quantia para que as meninas pudessem disputar a competição.


Para Paula Villas, falta de qualidade não é o motivo do descaso. Ela embasa seu argumento no fato de que, assim como no futebol, o futsal nacional tem a melhor jogadora do mundo, além do time campeão mundial interclubes deste ano.


“Qualidade não falta. Temos a Amandinha, cinco vezes melhor jogadora de futsal do mundo. Inclusive, o time dela, o Leoas da Serra, foi campeão mundial interclubes na semana passada em cima do time Atlético Navalcarnero, da Espanha. Se temos a melhor jogadora, o melhor time, o que falta? Falta apoio e visibilidade, falta meninas terem o apoio que os meninos sempre encontram desde pequenos pra jogar, pra treinar, pra competir.”

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Próxima parada: cervejinha no Cathedral? Foto: Arquivo Pessoal

Planos Futuros


Com o patrocínio do Cathedral Sports Bar, Paula Villas e cia. competirão regionalmente, buscando agregar ao processo da construção de um cenário local mais favorável ao futsal feminino.


“Cada vez mais, aparecem mais times e a disputa fica mais acirrada. Só de ter uma cena regional tão disputada, com tantas meninas interessadas, já vejo um grande crescimento da modalidade na região”, afirmou Paula.


Segundo Paula, ela e as amigas possuem planos de trabalhar também com o lado social do esporte.


“Temos ideias de, futuramente, criar projetos sociais e de base de futsal para meninas, para elas poderem ter a oportunidade de treinar desde criança e, quem sabe, ter uma chance maior de serem profissionais no futuro.”

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