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Série D: Conheça o regulamento e os adversários do Maringá FC

Publicado por Chrystian Iglecias, 14:30 - 17 de Abril de 2019

O Maringá FC já está se preparando para o Campeonato Brasileiro da Série D. O Tricolor, rebaixado no Paranaense, foca na competição nacional para tentar salvar o ano com o acesso à Série C. A tarefa, certamente, não será nada fácil. O time da Cidade Canção caiu em um grupo complicado, com Ferroviária (SP), Joinville (SC) e Avenida (RS). Por isso, o clube está atrás de reforços. Até agora, seis já foram anunciados: o goleiro Leandro Silva, o lateral-direito João Carlos, os volantes Léo Bartholo e Tiago Ott, e os atacantes André Lima e Matheus Rodrigues.


Participações anteriores


Está não é a primeira vez que o Maringá FC disputará a quarta divisão do futebol nacional. A equipe maringaense já participou das edições de 2014, 2016 e 2018 do campeonato. Em 2014, a equipe foi eliminada na fase de grupos, com apenas sete pontos em seis partidas. Naquela ocasião, o MFC caiu num grupo com Ituano, Cabofriense e Brasil de Pelotas.


Em 2016, o Tricolor caiu no grupo A17, com Ituano, Metropolitano (SC) e Caxias (RS). Naquele ano, o Maringá também não passou da fase de grupos. Com uma campanha de duas vitórias, dois empates e duas derrotas em seis jogos, a equipe somou apenas oito pontos e ficou na terceira colocação do grupo.


Já em 2018, o Maringá FC conseguiu pela primeira vez se classificar para a segunda fase. Na fase de grupos, o Tricolor caiu no grupo A14, ao lado de Madureira (RJ), Linense (SP) e Caldense (MG). O time da cidade canção empatou duas vezes com a Caldense, venceu e empatou com o Madureira, e contra o Linense, venceu uma partida e perdeu a outra. Somando 9 pontos, a classificação na segunda posição do grupo estava garantida. Na segunda fase (16 avos de final), o primeiro dos cinco mata-matas para chegar até o título, o Maringá pegou o Caxias (RS). No primeiro jogo, empate em 1 a 1 no Willie Davids. No jogo de volta, o Caxias venceu em seus domínios por 3 a 0 e eliminou o Tricolor. 


 

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Jogadores comemoram gol na Série D de 2018. Foto: Divulgação/Maringá FC

Regulamento


O sistema de disputa não sofreu nenhuma alteração, sendo realizado em seis fases distintas. Na primeira, os 68 clubes formarão 17 grupos de 4 clubes cada, de onde se classificarão 32 clubes para a fase seguinte: os primeiros colocados de cada grupo mais os 15 melhores segundos colocados. Daí em diante os clubes se enfrentarão no sistema eliminatório até ser conhecido o campeão.

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Adversários


A Ferroviária é uma equipe tradicional do estado de São Paulo. Sediada em Araraquara, "A Locomotiva" viveu uma era de ouro nos anos 60 e é um dos times mais tradicionais do interior. Seu estádio, a Fonte Luminosa, tem capacidade para 20 mil pessoas, e é um dos campos tradicionais do estado.


No Paulistão deste ano, a Ferroviária fez bela campanha e chegou até as quartas-de-final, sendo eliminada pelo Corinthians, nos pênaltis.


O apogeu da história da Associação Ferroviária de Esportes ocorreu entre os anos de 1967 e 1969, quando a equipe foi Tricampeã do Interior no Campeonato Paulista. O troféu de Campeão do Interior era concedido pelo jornal Folha de S. Paulo.


Em 67, a Ferroviária foi campeã ao terminar o Campeonato Paulista na sexta colocação. Naquela campanha, a equipe de Araraquara venceu dentro da Fonte Luminosa o São Paulo, por 1 a 0, e o Palmeiras, por 2 a 0; Em 68, o título foi conquistado após a Locomotiva terminar o campeonato na terceira colocação. Foram 11 vitórias, 8 empates e 7 derrotas no Paulistão. Na campanha histórica, venceu 2 (duas) vezes o São Paulo: 2 a 1 fora e 3 a 1 em casa. Também goleou o Palmeiras, por 3 a 0 na Fonte, e o Corinthians, por 4 a 1 dentro do Pacaembu. Para coroar o feito, em amistoso realizado na cidade de Araraquara em 09/06/1968, a Ferroviária massacrou o Nápoli da Itália, goleando por 4 a 0; em 69, veio o tricampeonato, com a sexta colocação e passando por cima de todos os quatro grandes de São Paulo na Fonte Luminosa: 1 a 0 no São Paulo, 2 a 1 no Palmeiras, 2 a 1 no campeão Santos e 2 a 1 sobre o Corinthians.


 

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Foto: Reprodução/Instagram

O Joinville é considerado um dos cinco grandes de Santa Catarina, junto com o Avaí, Chapecoense, Criciúma e Figueirense. O clube já conquistou o Campeonato Estadual em 12 oportunidades, sendo o terceiro maior campeão catarinense. O JEC também detém o recorde de títulos consecutivos: foram oito entre 1978 e 1985. 


Seu maior rival é o Criciúma, com quem protagoniza o chamado Clássico do Interior (ou Clássico Norte-Sul), uma rivalidade regional que se acirrou a partir da década de 1970. O JEC também tem forte rivalidade com os times do Avaí, Figueirense e Chapecoense.


No Catarinense de 2019, a equipe fez campanha modesta, terminando na sétima colocação e não se classificando para as semifinais.


A equipe catarinense viveu bons anos nesta década, com os títulos do Campeonato Brasileiro da Série C de 2011 e da Série B de 2014. Em 2015, o JEC disputou a Série A do Brasileirão, mas acabou rebaixada ao terminar em último. De lá pra cá, o time sofreu quedas consecutivas e agora disputa a Série D.

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Jogadores do JEC comemoram gol em vitória sobre a Chape, este ano. Foto: Reprodução/Instagram

O Avenida é uma equipe que vive um momento semelhante ao do Maringá FC. O clube foi rebaixado para a Segunda Divisão do Gaúchão e precisa dar uma resposta na Série D.


O Avenida, ao contrário dos outros dois adversários do Maringá, é um time com pouca tradição. Eles disputaram a primeira divisão do Gauchão pela primeira vez já nos anos 2000, e de lá pra cá não conseguiram se estabelecer na elite do futebol estadual. 


A melhor campanha do Avenida no Gauchão foi no ano passado, chegando na semifinal. O clube foi uma vez campeão e seis vezes vice-campeão da Segundona do Gaúchão.


Neste ano, o Avenida protagonizou um momento ímpar em sua história, ao assustar o Corinthians no Itaquerão, na Copa do Brasil. O time chegou a abrir 2 a 0 nos paulistas, mas acabou sofrendo a virada e sendo derrotado por 4 a 2.

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Avenida enfrenta o Corinthians em Itaquera. Foto: Reprodução/Twitter

Elenco do Maringá FC para a Série D


Goleiros: Victor Golas, André Ferlini e Leandro Silva


Laterais: Júnior Prego e João Carlos


Zagueiros: Alex Fraga, Marcelo Xavier, Arthur e Willian Machado


Volantes: Nem, Jean Neves, Romeu, Gustavo, Léo Bartholo e Tiago Ott


Meias: Geovane, Rogerinho, Jean Roberto


Atacantes: Everton, Welton Paraguá, Tiago Orobó, André Lima e Matheus Rodrigues

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O técnico Sandro Forner, do MFC, conta com 24 atletas em seu elenco. Foto: Reprodução/Instagram

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