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Novo escudo do Maringá FC concorre a importante prêmio de design

Publicado por Chrystian Iglecias, 15:10 - 16 de Agosto de 2019

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Tricolor Maringaense trocou de escudo no início do ano. Foto: Divulgação/MFC

O Maringá Futebol Clube segue colhendo os frutos da reformulação da marca MFC. Nesta semana, o Brasil Design Award anunciou as listas de indicados da premiação de 2019, a nona edição desta que é uma das principais do seguimento no Brasil. 


O Maringá FC foi indicado na categoria "Rebranding" (em português, algo como "troca de marca") com seu novo escudo, lançado no início do ano. Por meio de um grupo de 80 especialistas, a Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), organizadora da premiação, decidirá os vencedores. O anúncio da indicação da arte do escudo do Tricolor Maringaense foi feito pelo site oficial da premiação e pelo próprio clube em suas redes sociais. 


O novo escudo do MFC, assim como toda a transformação do clube como marca, foi idealizado pela empresa maringaense Brandigno e lançado em janeiro deste ano, em evento realizado na ala roxa do Shopping Avenida Center. Com o slogan "Mais que um time, uma cidade", o departamento de marketing do Dogão apostou em uma nova identidade visual para estreitar os laços de identificação com a cidade. 


O escudo vai de encontro à modernização dos símbolos de times de futebol. Ainda engatinhando no Brasil, a prática vem sendo popularizada, majoritariamente, por gigantes da Europa. Clubes como Barcelona, Juventus, Manchester City e Atlético de Madrid reformularam seus escudos nos últimos anos, acendendo um debate: vale a pena "brincar com a tradição"? 


O Maringá FC, por sua vez, não tem este problema. Com apenas nove anos de história, o time da Cidade Canção ainda não possui uma grande tradição visual para zelar. Com isso, o marketing da equipe decidiu apostar na inovação, imitando o continente que polariza o esporte bretão na atualidade. Com variação de cores e até referência quase "oculta" à Catedral, a Brandigno desenhou um escudo moderno, que conta com as letras M, F e C, estas sim, mais visíveis. 

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A "coroa" representa a Catedral de Maringá. Foto: Divulgação/Brandigno


"Esta indicação é sinal de que, neste quesito, estamos no caminho certo. Nosso desafio agora é explorar isso com intuito de gerar receita para dentro de campo", afirmou o diretor administrativo financeiro do MFC, Clério Dallazen Júnior. 


"O rebrand do clube começou com a nova diretoria eleita, mais transparente e inovadora, cujo um dos objetivos era dar ao clube sua própria identidade e história - em 8 anos, o brasão foi trocado 4 vezes. O novo brasão carrega traços icônicos da cidade, gerando identificação, além de conter as iniciais MFC, com uma aplicabilidade otimizada para diversos fundos e cores", explica a Brandigno em seu site oficial.



O Maringá FC investe demais em marketing e esquece do futebol?


Está é uma questão levantada por parte da torcida após os fiascos do time dentro de campo nesta temporada. O investimento extracampo (nova marca, mascote e fan-fests) trouxe uma maior expectativa por parte do torcedor maringaense, que se decepcionou e muito ao ver o time rebaixado no estadual e eliminado na primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D, fazendo com que o calendário de 2020 tenha apenas a Divisão de Acesso do estadual.


Para Clério Júnior, por ser um clube novo, o Maringá "ainda precisa encontrar o equilíbrio entre gestão, marketing e futebol". Ao admitir o fato, o diretor administrativo também aproveita o espaço para esclarecer alguns pontos que, por ventura, podem estar mal interpretados.


"O único destes três fatores que não conseguimos controlar o resultado é o futebol. Montar o melhor time não nos garante os melhores resultados dentro de campo. Mas montar uma boa equipe de marketing e de gestão, me permite alcançar receitas mais relevantes e com isso montar um bom time. Na cabeça de alguns torcedores, o fluxo do processo está invertido. Muitos acreditam que primeiro é necessário um bom time, para aí sim conseguir levar o torcedor ao estádio, mas a verdade não é essa. Eu preciso que a torcida vá ao estádio, para aí sim ter condições financeiras de montar um bom time", explicou o dirigente.

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Criar uma identificação com a torcida e a cidade é um desafio para os próximos anos. Foto: Divulgação/MFC

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