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Futebol

Caso Eliza Samudio

Justiça autoriza volta do goleiro Bruno ao regime semiaberto

Publicado por Folhapress, 15:30 - 19 de Julho de 2019

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Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de sua ex-mulher Eliza Samudio. Foto: Montagem

Por uma decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Varginha, publicada na noite de quinta-feira (18), o goleiro Bruno Fernandes, 34, poderá voltar ao regime semiaberto.


Bruno havia perdido a progressão de regime em outubro do ano passado, após ser flagrado pela TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, tomando cerveja com mulheres em horário que deveria estar trabalhando.


O goleiro cumpre pena de 20 anos e nove meses pelo assassinato da ex-namorada, Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Inicialmente, ele fora condenado a 22 anos e 3 meses, mas teve a pena reduzida em 2017, pela prescrição do crime de ocultação de cadáver.


Na decisão, o juiz diz que o ex-atleta está "apto à reinserção à vida social", conforme o atestado de conduta carcerária. Ele concedeu a Bruno o regime semiaberto domiciliar.


O ex-goleiro terá que estar em casa entre 20h e 6h, não poderá sair em domingos e feriados e deve se apresentar ao juízo todo dia 10 de cada mês.


Dentro de 30 dias, ele terá que comprovar que está empregado ou explicar se não estiver. Em caso de não conseguir emprego, Bruno deverá prestar serviço em obra, ou instituição pública ou entidade conveniada, uma hora por dia ou sete horas semanais.


Ele também fica proibido de frequentar bares e boates e estará sujeito à fiscalização da polícia militar e de agentes penitenciários.


Em fevereiro de 2017, o ex-goleiro conseguiu um habeas corpus e assinou com o Boa Esporte, de Varginha (MG), na região sul do estado, onde cumpre pena. Depois de dois meses, o Tribunal de Justiça decidiu que ele deveria voltar à prisão.


Segundo a Secretaria de Administração Prisional (Seap), até a tarde desta sexta, a unidade onde Bruno está não havia sido notificada da decisão e ele não foi liberado.


A reportagem tentou contato com a advogada de Bruno, Mariana Migliorini, mas não teve retorno até a publicação.

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