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COLUNISTAS

Gerenciamento de construção: por que ele é fundamental?

Publicado por Luiz Fernando Covelo Silva / Engenheiro civil, 08:45 - 24 de Junho de 2019

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Foto: Divulgação

Você empresário vai contratar um serviço de obras civis para expansão, implantação, reforma de sua empresa? Quais são os caminhos a serem percorridos até a realização desta contratação?


Quando da detecção que seu negócio está mudando, seja por crescimento de suas atividades e maior atuação no seu mercado, ou talvez por adequação de sua estrutura física com melhor aproveitamento de espaços, exigências legais, busca de condições para otimização de produção, seja qual é o motivo, inicia-se um processo estranho à sua atividade fim que é imprescindível que tenha um bom desempenho : a construção.


A obra, a reforma, a demolição, a reposição de partes de sua sede, enfim a “ dor de cabeça” de ser obrigado a lançar mão de mais várias ações no dia a dia para executar o que é necessário para as mudanças em curso.


O primeiro passo fica nebuloso, meio confuso, mas, a próxima pergunta, que se torna a primeira na cabeça do investidor, é óbvia: quanto vou gastar para fazer esta obra?


Na maioria das vezes esta pergunta só é plenamente respondida no final de tudo, bem ou mal qualquer empresário tem seus controles de receitas e despesas e o novo departamento chamado “ obra “ entra na rotina forçando o caixa.


Um dia lá no meio de tudo já se gastou mais do que era possível pela capacidade da empresa, mas, não tem como voltar atrás, pois a coisa já está iniciada e mesmo se endividando ou “ sei lá “ de que maneira “vamos acabar esta obra“.


Todos estes transtornos e muito mais podem ocorrer em qualquer processo e não apenas com a construção, entretanto, devido à complexidade dos agentes envolvidos é muito fácil decair em um resultado indesejado neste setor.

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Foto: Divulgação

Para determinação do valor total de investimento normalmente o contratante empresário lança mão de uma chamada de propostas de construtoras com referências as mais variadas que podem ir desde aquela que fez uma obra nas suas vizinhanças até as mais conhecidas e maiores já atuantes no mercado.


A adequação de capacitação de cada proposta, não estou falando nem das empresas construtoras, ao propósito de obra a ser desenvolvido fica assim por critério empírico e quase que intuitivo, no final confiando às vezes alguns milhões em recursos envolvidos à própria sorte no acerto feliz de um bom trabalho.


A cadeia produtiva da construção civil envolve muitos fornecedores de serviços e materiais, sendo destaque ao público a atuação das construtoras, entretanto, temos profissionais técnicos envolvidos (arquitetos, engenheiros, topógrafos, etc), muitos profissionais de nível médio e das profissões mais tradicionais (pedreiros, pintores, carpinteiros, etc). Também os fornecedores de serviços e materiais (concreteiras, depósitos de materiais, fabricantes de materiais, empresas de terraplenagem, etc).


Desde o começo, antes mesmo da entrada destes participantes no processo, lá na determinação dos valores o personagem pouco conhecido e que temos foco aqui é o gerenciamento de construções.


Existem empresas que são chamadas de gerenciadoras que tem por fim prestar o serviço de acompanhamento da definição do objeto a ser construído, viabilizando custos mais otimizados tecnicamente possíveis, muitas vezes executando propriamente os projetos necessários, em seguida promovendo junto com a empresa contratante o assessoramento para a contratação de todos os envolvidos de forma ótima.


Estas empresas não são construtoras e também não são empreiteiras de obras atuando no processo de forma a dar confiabilidade técnica e visando ao consumidor a garantia de custos e prazos bem como a mais eficiente aplicação de recursos com a prática de realmente desvendar o melhor preço a ser pago pela obra.


O planejamento posterior ao início de obra, sabendo antecipadamente qual o valor real de custo do que vai ser contratado é um ponto fortíssimo na atuação deste tipo de serviço de engenharia.


Em uma obra em que há atuação deste tipo de empresas gerenciadora de construção, fica evidente a diferenciação de negociação para contratação de obras, sendo que a antecipação de custos influencia significativamente a negociação e a avaliação de desempenho durante a execução da obra. Assim, fica possível saber a cada etapa, com atuação de fiscalização da gerenciadora quais os valores já gastos, suas adequações com o que se contratou, bem como o que falta, reais previsões para antever o que vem pela frente.


Este “personagem“ da construção civil muitas vezes é desconhecido do grande público mas, destaco aqui que o processo de gerenciamento de obras quando bem atuante tem efeitos práticos imediatos e respostas claras para as perguntas que mais afligem os contratantes de obras, principalmente as relativas a custos e prazos, itens básicos nem sempre com bom desempenho no setor.


Então, voltando ao começo, o primeiro passo, a primeira resposta ao contratante de obras fica a sugestão de que seja um profissional/empresa de gerenciamento de construção.



Por Luiz Fernando Covelo Silva
Engenheiro Civil – CREA PR 22.429
Engesis Assessoria - Londrina


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