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COLUNISTAS

Quando a inteligência é incompetente

Publicado por Michele Thomaz - Trainer em PNL/Manual da Mente, 10:18 - 15 de Julho de 2019

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Inteligência não é só ciência, envolve a emoção

O que é inteligência pra você? Se voltarmos ao tempo de escola, provavelmente, descreveríamos os “melhores” alunos da sala. Aqueles que colecionavam as melhores notas em matemática, história, biologia, etc. Tinham a admiração de colegas de classe, pais e professores. Além de comprovarem a vitória quantitativamente nos boletins a cada bimestre e confirmarem o futuro promissor. Mas será que após 10, 20 ou 30 anos de formados esses alunos conquistaram, realmente, o sucesso? Você acredita nisso?


Ainda hoje, ronda as nossas vidas este conceito de que a “inteligência” está entre estes destaques onde os métodos escolares buscam classificar. É a transmissão constante de conteúdo e sua repetição. Aqueles que acumulam os “saberes” cristalizados em fórmulas, fatos, definições, tabelas, esquemas, descrições precisas.


Foi durante a minha vida acadêmica que me dei conta de que os alunos que se destacavam obtendo notas altas na escola eram vistos como pessoas brilhantes por pais e professores. Me lembro que a própria escola incentivava esses alunos a fazerem testes de QI (Quociente de Inteligência) que é um valor obtido por meios de avaliações desenvolvidas para identificar as capacidades cognitivas de uma pessoa.


Em escolas norte-americanas se definia o destino dos alunos pela média obtida no QI. Aqueles que tiveram desempenho de destaque deveriam seguir o mundo acadêmico, a ciência, serem pesquisadores, conduzir o destino do conhecimento. Já, os que tinham desempenho mediano (e aqui me refiro a grande maioria) deveriam buscar o ensino técnico. Mergulhar na vida prática do trabalho, das relações de produção simples ou com pouca complexidade.


A verdade é que vários psicólogos que estudaram a complexidade e as variáveis do QI concluíram que sua abrangência equivale a 20% apenas do potencial total de uma pessoa. Entre o alto nível de conhecimento acadêmico ao sucesso na vida pessoal e profissional há uma distância imensa.
Acredite!


No mundo dos negócios muitos daqueles que não atingiram pontuações altas em testes de QI conquistaram o sucesso e se sentem realizados. Muitos destes estão acima dos considerados bem-dotados de conhecimento científico.


O que pode então definir o sucesso na vida e nos negócios? Uma nova medida, a IE (Inteligência Emocional). A capacidade de significação de nossas habilidades tem relação direta com as emoções que são construídas nas relações que estabelecemos e o sentido que damos aos nossos interesses. Vão muito além de uma habilidade científica e técnica em uma determinada área. Por exemplo, quem tem um grande conhecimento em matemática não está fadado a ser engenheiro, químico, físico ou matemático.


Você já se imaginou ter uma grande capacidade de se relacionar com pessoas, gostar de cozinhar, sonhar em ter seu próprio empreendimento e usar o seu conhecimento em matemática para fazer os cálculos de investimento necessário para abrir o seu restaurante? O fracasso, inversamente, na área de Humanas não te impediu de lidar com pessoas.


Trabalhar de forma inteligente com as emoções é muito mais eficaz do que o conhecimento científico ou técnico, simplesmente. O potencial de um ser humano está na condição de conviver e construir possibilidades conhecendo a si mesmo e nas relações com outras pessoas. Isto requer um equilíbrio entre a habilidade e a emoção. O sentimento que dá significado a ação e que a conduz ao caminho estreito das boas escolhas. Infelizmente, isto não é disciplina escolar. Quem sabe um dia seja! Traria benefício às pessoas que são desvalorizadas pelos critérios tradicionais de inteligência, mas com desenvoltura na inteligência vital, a emocional.

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