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A influência das redes sociais na autoestima

Publicado por Michele Thomaz - Trainer em PNL/Manual da Mente, 10:20 - 16 de Setembro de 2019

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A influência das redes sociais

Você já deve ter reparado o quanto as pessoas buscam serem aceitas. Uma busca diária de ser, de certa forma, o centro das atenções. A intensidade de ser observado como uma medida e ao mesmo tempo um “desejo” coletivo. Nossa vida nas redes sociais é uma busca constante de demonstrar muito mais o que gostaríamos de ser do que o realmente somos. Por de trás desta prática há um risco.


Estamos em uma sociedade onde os padrões de comportamento se diversificaram intensamente. Há 30 anos, o comportamento a ser cumprido ou esperado tinha pouca variação. Éramos reprodutores daquilo que nossos pais cumpriam. Não precisávamos de um esforço imenso de adaptação. Cumprir o esperado era um aprendizado diário, os valores se naturalizavam por termos a nossa volta uma constante de modelos reforçados por praticamente todas as pessoas com quem convivíamos.


Hoje, há um mundo que passa diante de nossos olhos nas redes sociais. Quantas seres humanos postam diariamente um recorte de seu cotidiano. Expõe uma intimidade. Dos alimentos, as lugares e pessoas. O sorriso via de regra estampado na aparência das inúmeras selfs tiradas dão a impressão de uma felicidade constante. Mas isto é real? Na maioria das vezes é virtual, fake.


Uma pesquisa feita pelo Portal Educacional, 2017, mostra que 72,5% dos jovens entre 13 e 16 anos já postaram conteúdos falsos na internet. Nas redes sociais o índice não é maior, 78%. Estamos diante de uma sociedade que gerou a possibilidade da virtualizar desejos. O padrão antes adquirido na vida real, com as pessoas com que convivíamos, agora é substituído pelo modelo propagado em massa, uma industrialização da estética e do perfil de uma forma geral.


“O que você quer ser?” Esta pergunta agora é respondida pelo o que as pessoa desejam. Fazer o que se espera de uma estética feliz, perfeita, harmoniosa com o mundo das frases publicitárias de inteligência aparente. Está à venda, no ambiente virtual, a conformidade social. Um “manual de conduta” a ser seguido para ser aceito e reforçar o que se espera. Algo que esconda nossa essência, que para muitos traz constrangimento por não cumprir os quesitos de um mundo que exige uma perfeição aparente.


Temos que romper esta conformidade. Olhar para nós mesmos e perceber e ter consciência do que somos. O que não significa não poder mudar. Mas para isso é preciso saber quem se é. Porém, o que é diferente de ser fake. Não viver uma realidade desconectada da expressão real sobre a vida.


A felicidade expressa nas redes sociais tem um impacto artificial, anestésico, não cura nossas dores. Elas são a matéria prima da mudança, isso mesmo, as nossas angústias nos movem para a transformação. A busca de atender a conformidade social bloqueia a nossa consciência daquilo que é a verdade que vivemos. Mudanças não são feitas a partir das mentiras e sim das verdades com que temos que lidar.

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