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Em cerimônia, mulher faz denúncia

Publicado por Luciana Peña/CBN Maringá, Especial Expoingá, 14:00 - 15 de Maio de 2019

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A mulher que fez a denúncia foi estagiária no Hospital Municipal em 2018. Foto: H. M. Maringá/Thelma Villanova Kasprowicz/Ilustativa/PMM

Uma mulher contratada para distribuir panfletos no Parque de Exposições de Maringá interrompeu o discurso do vice-prefeito durante uma solenidade para denunciar a falta de comida no Hospital Municipal. Segundo ela, em meados de 2018, e durante três meses, faltou feijão para pacientes com anemia, entre outros produtos.


O secretário de Saúde rebateu dizendo que uma situação tão grave como essa dificilmente ocorreria sem conhecimento da sociedade, mas prometeu apurar. A situação foi constrangedora.


Era um momento de festa, durante o lançamento de uma campanha estadual na área da saúde. E o vice-prefeito de Maringá Edson Scabora discursava. Em determinado momento elogiou a estrutura de saúde da cidade. Das unidades de pronto atendimento e do Hospital Municipal.


Foi aí que uma mulher identificada como Gabriela Bianchi pediu a palavra. E o vice-prefeito permitiu que ela falasse. A jovem contratada para distribuir panfletos no Parque de Exposições, durante a Expoingá, disse que trabalhou como estagiária no Hospital Municipal e neste período, em 2018, presenciou situações que iam contra o discurso do vice-prefeito.


Gabriela disse que faltou feijão para pacientes com anemia e havia pouca carne. “Porque a licitação que se pediu era baixa e tinham muitos pacientes, então não tinha comida suficiente para dar. Às vezes ficava enfermeira sem comer para a gente conseguir dar para os pacientes. Não tinha feijão. Ficamos quase três meses sem dar feijão para pacientes que precisavam se alimentar. Eu falo isso porque eu estava lá. Não foi ninguém que contou”, afirmou.


O secretário de Saúde Jair Biatto rebateu. Disse que vai ao Hospital Municipal quase todos os dias e nunca soube de nada parecido com a situação denunciada. O secretário desafiou a denunciante a provar o que estava dizendo.


“A sua fala vai em desencontro com o que de fato aconteceu. Pode ter havido um momento que detenha o desabastecimento de ‘A’, de ‘B’ ou ‘C’, mas que isso impactou na assistência, na mortalidade de um doente, isso vai ter que ser provado. Porque isso é muito grave. E isso não é verdade”, afirmou Biatto.


Após a cena constrangedora Gabriela saiu do local. A reportagem não conseguiu falar com ela. O secretário e o vice-prefeito não quiseram gravar entrevista sobre o assunto. Mas Biatto disse que vai apurar a denúncia para saber se há algum fundamento.


O secretário disse ainda que um fato tão grave quanto este dificilmente ocorreria sem que a imprensa e o Conselho Municipal de Saúde ficassem sabendo.


Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

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