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Desafios da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos!

Publicado por Engenharia Urbana - Diego Sanches, 17:00 - 22 de Abril de 2019

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010 traz a obrigatoriedade de elaboração de planos de gestão nas mais variadas esferas da sociedade. A organização se dá dessa forma para que a gestão seja integrada, buscando excelência em um setor cuja eficácia é mínima no país como um todo: a gestão dos resíduos sólidos.




Mas o que é a gestão de resíduos, afinal? Apenas definir gestão não é suficiente para explicar todo o contexto. Assim, vamos parte a parte.




Primeiramente, é importante diferenciar dois conceitos: resíduos e rejeitos. Os resíduos são aqueles provenientes das mais variadas atividades, que não servem mais para a função à qual foram destinados inicialmente. Isso não implica, entretanto, sua inutilização. Seu destino pode ser a reciclagem – formação de novo produto – ou até mesmo a produção de energia. Caso não haja mais utilidade, então, temos o rejeito, que por sua vez deve ser destinado adequadamente.



Os resíduos têm diferentes origens e classificações. É comum pensarmos nos resíduos sólidos residenciais, mas há também os comerciais, industriais, de varrição, de transportes, enfim, das mais variadas atividades do cotidiano.



Duas observações são cabíveis nesse ponto: a reciclagem e produção de energia citados levam à economia de recursos tanto naturais quanto financeiros, facilitando sua viabilidade; e a destinação do rejeito inadequada leva a problemas ambientais, de cunho social e de saúde pública. Problemas esses de responsabilidade do poder público, que terá um esforço muito maior para sua resolução do que para a adoção de um sistema adequado de destinação dos rejeitos.



A gestão dos resíduos sólidos, entretanto, começa bem antes de seu destino final. Ela envolve inclusive os fabricantes dos produtos, passando pela população e poder público.
O poder público deve conscientizar, o comerciante instalar locais de coleta, o consumidor acondicionar e devolver e a indústria retirar e reutilizar ou reciclar o produto, compartilhando responsabilidades. Essa devolução à indústria é chamada de Logística Reversa.

Bloco de Imagem

Ciclo de vida de produto em sistema de Logística Reversa

Os avanços mais significativos no setor de resíduos sólidos se dão atualmente no campo de produção de energia: tanto pela incineração quanto pela queima de biogás coletado dos aterros. Aliás, a tecnologia já existente permite que em cada tonelada de resíduos seja produzida energia suficiente para abastecer cerca de quinhentas residências. Se valendo do princípio de poluidor-pagador e protetor-recebedor, essa alternativa se mostra com um belo potencial de prosperidade.



A coleta seletiva, que auxilia demasiadamente na reciclagem dos materiais, já é consolidada em várias cidades. Entretanto, ainda há dificuldades de implantação. O impacto de espaço utilizado no despejo é enorme e é uma alternativa que há muito tempo pede espaço.



Como em todos os campos sociais, os aplicativos também fazem parte da rede de inovações da gestão de resíduos. O premiado (e nacional) aplicativo Cataki é um ótimo exemplo, popularmente conhecido como “Tinder da reciclagem”. Brincadeiras à parte, o mecanismo é simples: conectar cidadãos comuns aos catadores regulamentados.



Por fim destaco a importância de nos conscientizarmos sobre o grande desafio que os resíduos sólidos urbanos nos impõe. Só assim poderemos fazer a nossa parte e cobrar do poder público que faça a dele.


E você, qual a sua opinião sobre o assunto ?

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