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COLUNISTAS

A LIMPEZA URBANA NO NORTE PARANAENSE

Publicado por Engenharia Urbana - Diego Sanches, 17:00 - 06 de Maio de 2019

Em 2016 foi publicada a primeira edição do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana para os municípios brasileiros (ISLU). Com publicações anuais, já temos três edições, e portanto ótimas oportunidades de analisar o desenvolvimento desse setor nos municípios.



Mas primeiro, o que é limpeza urbana? É o conjunto de medidas que, juntas, levam à manutenção do estado de bem-estar e higiene das cidades. Começa pela varrição das ruas, passa pela coleta de resíduos e rejeitos, e termina na sua disposição final.

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Um dos serviços relacionados à limpeza urbana é a varrição.

O Índice, por sua vez, é um número (de 0 a 1) calculado através de indicadores predefinidos que refletem a conduta do município quanto às recomendações feitas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.



Ele é calculado baseado em elementos essenciais como a abrangência e a sustentabilidade financeira da prestação dos serviços, o percentual de reutilização dos resíduos, o impacto ambiental, entre outros. Fatores esses levados em conta devido à sua importância na manutenção inclusive da saúde da população.



Um dos pontos considerados é o engajamento do município, não só como responsabilidade de seus governantes, mas principalmente como educação da população.



Em nossas casas, qual é o modo mais eficiente para manter o ambiente limpo? Não sujando, é claro. Quem nunca sofreu com a ira de alguém que acabou de passar pano no chão, ao pisar lá desatento? E quem não fica bravo vendo a audácia do indivíduo sujando onde você acabou de limpar?



Brincadeiras à parte, esse é o espírito. Segundo o produtor do Índice, cidade limpa é aquela em que menos se suja. Se sujamos, o município deve limpar, se sujamos muito, o município deve limpar ainda mais. E isso gera custos, pagos por nós mesmos.



Historicamente o território nacional é heterogêneo nos aspectos de saneamento. Pois em um dos países de maior área do mundo, com diferentes climas, culturas e povos, a homogeneidade não é uma opção.



Analisando os resultados constatamos que (comparado à realidade da maioria do território brasileiro) o Paraná - bem como toda a região Sul - não decepciona.

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A região Sul é considerada exemplo de limpeza urbana.

Logo na primeira edição, em 2016, o primeiro colocado entre todos os municípios brasileiros foi Nova Esperança. Com um índice de 0,900 (ótimo), a cidade se destacou como um padrão a ser seguido.


Entretanto, o índice deixa claro que podemos nos descuidar. Em 2017, o valor caiu para 0,714 e em 2018 para 0,713. Apesar da queda, a cidade ainda mantém bons números. Vale ressaltar que, normalmente, as cidades pequenas estão melhor posicionadas no ranking, já que, uma vez equilibrada a questão financeira, é mais fácil alcançar a excelência.



Dentre as cidades com mais de 250 mil habitantes, o Norte Paranaense também está muito bem representado. Na primeira edição, Maringá (com um índice de 0,730) apareceu atrás apenas de Santos e Rio de Janeiro. Com a melhora em 2017 (0,744), o município alcançou o primeiro lugar do país entre as grandes cidades. Já em 2018, Londrina foi o segundo melhor município da região Sul, atrás apenas de Caxias do Sul.



Todos esses dados estão disponíveis nas três edições do Índice. Podemos analisá-los e apontar os pontos de melhoria. Afinal, essa é a maior utilidade dos indicadores numéricos.


Confira a edição 2018 nesse LINK.


Todos gostamos de um ambiente limpo e agradável aos nossos sentidos. Promover esse bem-estar também é função da engenharia urbana. Para melhorar ainda mais, a responsabilidade precisa ser compartilhada entre gestores, técnicos e, é claro, a população.

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